Muito tempo e muitas horas deixadas por dormir.
São folhas e folhas com matéria. Cadernos escritos, riscados e sublinhados.
Trabalhos, projectos, testes que nos roubam o tempo (e muitas vezes a paciência).
Com eles vem a cooperação e o saber/aprender a agir em grupo.
É um reconhecimento de nós próprios enquanto seres individuais e sociais.
É um crescimento progressivo que nos acompanhará durante toda a nossa vida.
Todos os dias a minha cama chora por mim quando saiu de casa, todos os dias ela me fita com aqueles olhos de cachorro para eu me ir deitar nela cedinho, mas da minha secretária, onde todos os dias me sento para fazer trabalhos, estudar para testes ou simplesmente planear os meus dias, vejo-a e sinto na pele o quanto custa mas uma vontade corre por mim nas veias e dá-me forças para continuar esta vida de estudante que se tem revelado cansativa, desgastante e por vezes faz com que sinta vontade de desistir, mas no fundo compensadora pelo que aprendi e pelas pessoas que conheci ao longo destes anos.
Falo, por tanto, da escola da vida.
Onde o tempo passa tão rápido como as horas quando estamos a dormir descansados. Onde as folhas com a matéria não são nada mais, nada menos do que o guião da nossa história. Resta estudá-las, ultrapassar testes e concretizar projectos que valorizem a nossa presença neste mundo tão distante dos nossos sonhos.
Os amigos e todos aqueles que vamos conhecendo, são como migalhas que vamos deixando no percurso, para um dia olharmos para trás e relembrar tudo, e conseguirmos voltar para trás quando quiséssemos (pelo menos era assim que gostávamos que fosse).
Por mim falo, quando digo, que nunca deixarei escapar nenhum amigo, antigo ou novo. Vão todos permanecer pelos seus melhores ou piores feitos.
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