Quem és tu?
Não significas nada, nem sequer te reconheço quando passo por ti na rua. És apenas mais um que passa à minha porta de casa para ir para o café. Azar o meu (ou sorte!) que moro no meio de dois cafés e tenho de te ver sempre passar de cabeça baixa, andar vagaroso, sempre do mesmo lado da estrada. Entre dias e dias que passam, um sorriso e um "boa tarde" são arrancados da nossa timidez e aos poucos e poucos vou conseguindo distinguir a tua cara no meio de todos os outros que por ali passam. Faça chuva ou faça sol, lá te vejo a passar na rua em frente à minha casa.
Não significas nada, nem sequer te reconheço quando passo por ti na rua. És apenas mais um que passa à minha porta de casa para ir para o café. Azar o meu (ou sorte!) que moro no meio de dois cafés e tenho de te ver sempre passar de cabeça baixa, andar vagaroso, sempre do mesmo lado da estrada. Entre dias e dias que passam, um sorriso e um "boa tarde" são arrancados da nossa timidez e aos poucos e poucos vou conseguindo distinguir a tua cara no meio de todos os outros que por ali passam. Faça chuva ou faça sol, lá te vejo a passar na rua em frente à minha casa.
Um ano passado e como tudo mudou. Os sorrisos e os «boa tarde» foram substituídos por abraços e «gosto muito de ti». Já não és apenas um dos muitos que naquela rua passa para ir para o café fugir aos problemas, és aquele que passa naquela rua e que me acompanha até ao café sempre a conversar e a ouvir os meus problemas.
Até os pirilampo, que nos viram passar durante meses sempre na mesma rua, que nos iluminavam e que ouviam sempre as nossas conversas, ficam espantados como tudo aconteceu. Só as estrelas cadentes e as andorinhas sabem os momentos que temos passado juntos e as conversas que temos tido. Umas conversas mais importantes que outras, mas até para discussões aquele rua serviu (muitas delas, muito graves).
E assim tu passas de um nada para um tudo.
Para aquele que eu reconheço no meio de uma multidão, para aquele que eu conheço como a palma da minha mão.
Ah, és TU!
Para aquele que eu reconheço no meio de uma multidão, para aquele que eu conheço como a palma da minha mão.
Ah, és TU!
Parabéns *
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