Ninguém falha, a menos que desista.






30 de maio de 2011

Diz-me se vale a pena, se muda alguma coisa

"Lembras-te da primeira vez que nos vimos? é sempre importante relembrar! Um passo e uma troca de olhares, dois passos e uma bebida, três passos e uma troca de palavras, quatro passos e um toque de mãos, sem espaço para mais passos: um primeiro beijo. um quinto passo e algo novo, um sexto passo e uma vontade de querer, sétimo passo e os lençóis molhados, oitavo passo e uma lágrima, nono passo e uma despedida e finalmente uma vontade enorme de dar o décimo passo, querer-te mais que nunca."

Ao início era mais um texto cheio de raiva. De raiva de ti e de mim. Mas não era sincero.
Na verdade eu amei-te e passei bons momentos contigo. Não foste mais um a atravessar o meu caminho, foste o tal. O tal que me fazia rir quando eu precisa, que através de um olhar ou palavra me compreendia, que me dizia as coisas certas no momento certo. Não vou omitir de ninguém que contigo fui mais feliz durante 2 horas do que durante um ano inteiro. E que hoje, agora, me arrependo de cada palavra que aqui escrevo pois sei que é parva e em vão. 

Foi o fim de algo, que eu esperava nunca mais acabar. Talvez amizade não seja a palavra correcta porque ambos sabemos que tínhamos mais que isso. Era e continua a ser algo fora do normal, uma vontade enorme de te abraçar cada vez que te vejo, ter contigo as brincadeiras que ao início tínhamos. Se ao menos tudo nao passasse de brincadeiras ...

Não posso começar a dizer que te odeio - e não da forma querida que eu tantas vezes te fiz perceber que existe! - pois tu foste e és especial. Irrita-me o facto de mexeres comigo e com os meus sentimentos. E é assim que percebo que o problema nunca foi teu, mas sim meu. Eu que tantas vezes já passei por isto e jurei mudar. Mas contigo era diferente. Olhava-te nos olhos e via que existia veracidade nas tuas palavras e era talvez das primeiras a defender-te, pois tu nunca deixas-te os outros conhecerem-te, até ao ponto que eu acho que te conheci.

Se algum dia voltar a falar contigo olhos nos olhos como costumávamos falar, vou querer saber se as lágrimas que derramavas pelo rosto, eram sinceras. Vou-te olhar nos olhos e querer perceber se ainda resta algum fio de sinceridade nas tuas palavras. Vou querer saber se o teu abraço era sentido. Mas vou querer saber acima de tudo, se algum dia sentis-te aquilo que dizias sentir, se esperavas cumprir tudo aquilo que me prometias.
Se fui realmente parte da tua vida e se tive, verdadeiramente, um bocado teu.

Vou-me arrepender, sei que vou. Quando te vir sou bem capaz de estagnar e ficar parada a olhar para ti. Vou perder as forças e se tiver alguma coisa na mão, vai tudo cair e estilhaçar-se em mil bocadinhos, mas eu vou continuar a olhar para ti, imune a todos os cortes que os vidros me possam vir a fazer.

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